sábado, 23 de novembro de 2013

As músicas da minha vida

Bom dia.

São quase seis da manhã agora e eu vim aqui escrever este post porque não consigo dormir. Aliás, este post não é inédito; lembro de tê-lo feito há alguns anos, num blog que já não existe mais, e a ideia veio de uma querida amiga com da qual a vida me afastou sem que eu soubesse mais notícias: Josy. Saudades, Josy. Volte.

O título do post resume tudo. Vou falar das músicas que entitulo "da minha vida" pelo fato de me tocarem profundamente (ó o innuendo) por motivos que tentarei explicar e porque acho que a galera não pode passar por essa vida sem ouvi-las. Para me poupar de ter que elencar em ordem de preferência, vou preservar a ordem alfabética. Vem, gente.

sábado, 9 de novembro de 2013

Copo d'água

Há um copo com água
Pra mim, meio cheio
Pra você, meio vazio
Pra quem tem sede, com água
Pra quem o bebe, anseio
Pra quem não, sadio
Mas há um líquido
Incolor e insípido
Cristalino
Vital
Genuíno
Fulcral
Mas você jogou a água fora, guardou pra si o copo e de nada adiantou eu ter escrito versos rimados pra falar do que nele havia.
Guardou o copo.
O copo.
Guardou
O copo
Desculpa.
É pouco.
O copo
Sem água
Vazio
É oco.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Vitupério

Bocas inflamadas regurgitam
meia dúzia de verdades
Olhos pérfidos transitam
em busca de possibilidades

Um riso alto ressoa
cheio de perversidade
Pobres dessas pessoas
vítimas das suas maldades

Eu não minto nem digo a verdade
Afastado, apenas observo
Mas às vezes, confesso, há vontade
de praticar esse seu vitupério.

sábado, 19 de outubro de 2013

Paixão de microondas

Leve ao microondas o seu coração
Acerte os minutos e aperte o botão
Aguarde dois dias e logo ouvirá
O suspiro que seu peito soltará

Mas cuidado: o prato sai quente
E talvez esfrie de repente

Consuma-o com talheres de paixão
Ou, ainda, com as próprias mãos
Acompanham uma dose de ansiesade,
Bolinhas de espera e uma taça de vontade

Seja paciente e coma devagar
Pro seu apetite não logo acabar

Depois lave e guarde toda aquela louça
Seque suas mãos e enxague sua boca
Deite-se só e sonhe acordado
E acorde sonhando com ele ao seu lado

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Desídia

Arranca-me os olhos
Consome-me a alma
Ata-me os braços
Obriga-me à calma

Paralisa-me o corpo
Devora-me as vísceras
Deixa-me morto
Embaralha-me as vistas

Leve-me embora
Não há quem resista
A essa delícia chamada
Preguiça.

sábado, 28 de setembro de 2013

domingo, 22 de setembro de 2013

Sonhei

Sonhei que tu voltaste.
Todos te viram, menos eu,
Que nunca soube o que o ocorreu
— não que isso importasse.

Você tinha tanto a explicar
E eu queria tanto ouvir!
Mas havia um mar entre nós
que me impedia de seguir.

Sonhei que tudo foi real.
Ninguém sabia, então sorri,
embora eu saiba que perdi,
pois era um sonho afinal.

domingo, 8 de setembro de 2013

aviɐ

Nove novenas
de nove e noventa
da Nívea e da noiva
da nova e da Helena

De novos caminhos
de nove videiras
de vidas sem beiras
de vasos novinhos

Havia uma via
sem eira nem beira
A via a via
sem vinho nem veia.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Vi-te

Vi-te partir.
E, partindo-se,
partiram-se mil partes de corações
contigo

Mas foi num relance
Meus olhos no vidro
Seus olhos no instante:
Perdido

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

You've seen

You've seen the worst there was in me
Things I myself could never see

You've seen my bleakest nights and brightest days
Also my deepest cold and hottest flame

You've seen my winter and my spring
Carried my burden and my wings

You've seen my smile and my weep
And my ashes and my seed

Yet have I never seen such things
Inside your soul not so serene
I am the biggest devotee
of that old love we'll never be.